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Quarta-feira, 06 DE Janeiro DE 2016

Razão de ser

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publicado por porViseu às 03:31
Quarta-feira, 18 DE Dezembro DE 2013

Carta de Amor a Viseu, por Jorge Marques

Minha querida Cidade de Viseu

 

Claro que foste o meu primeiro amor, eras como se eu vivesse numa ilha e tu fosses a única, espaço e tempo por igual. Mas em vez de te amar apenas, quis o destino que me apaixonasse por ti, aquela paixão que quase mata, aquela paixão cega que também quer transformar o outro para ser igual a nós e que num dia de zanga, num grito de revolta adolescente, acaba por nos libertar definitivamente…é verdade, um dia disseste-me que gostavas de ser como eras, que o nosso amor já não cabia naquela terra, que eu precisava ir para longe antes que te viesse a culpar ou odiar para sempre. Foi assim que nos separámos, eu queria-te diferente, tu querias-me diferente e tu ficaste e eu segui o meu caminho.

Mas minha querida cidade, foi com as tuas mulheres que eu aprendi quase tudo, tudo o que nunca mais esqueci, aquilo que de mais importante alimenta a nossa vida e nos faz crescer e ser gente.

 

                

 

 

Nasci nas mãos de uma parteira, aprendi a andar com a minha avó no jardim Thomaz Ribeiro, aprendi a falar na Cava do Viriato à trela da minha mãe, aprendi as primeiras letras com vistas para o Rio Pavia com uma professora, nessa escola, onde com 0it0 anos, tive também o meu primeiro amor. Mas o primeiro beijo à séria foi dado no Parque, tão à séria, que acabou interrompido pelo guarda do parque com a ameaça de chamar a polícia.

Aprendi quase tudo o que não esqueci com as mulheres da minha cidade, aprendi o português, o francês e o inglês, a geografia e a história, as ciências da natureza e sem ser da natureza. Nunca aprendi matemática porque o professor era um homem.

Aprendi o uso dos sentidos nas ruas da minha cidade, aprendi a ver e a olhar-te, aprendi o teu cheiro, um aroma de rosas e mimosas, aprendi o teu sabor nas tascas, adegas e quintas dos amigos, aprendi os teus sons e os teus silêncios, aprendi a tocar e a tocar-te, suaves gestos de um quase escultor das palavras.

Aprendi tudo, quase tudo, a amar, a chorar, a sofrer, a ter ciúmes, a desesperar, a rezar, a cantar…tudo minha querida, quase tudo aprendi com as tuas mulheres e em ti minha cidade.

Aprendi os caminhos andando pelas tuas ruas, nesse tempo ainda não havia rotundas e o Fernando Ruas era da minha idade e altura, nas ruas direitas e tortas, nas modernas ou mais antigas, nalgumas que até já mudaram de nome, uma delas tinha até a data do meu aniversário e eu achava que por isso era a minha rua…adorava as tuas esquinas, as encruzilhadas, o ver passar as meninas que vinham e dançavam como flores nas quatro direcções, tão formosas como o nome da rua.

Aprendi nos teus cafés que me faziam antever o meu amor pelos cafés de Paris…eu amava as tuas pedras, o teu granito, aquela energia que desprendias e que nos dava toda a força do mundo.

Eu amava os frios do teu inverno, naquele tempo nevava quase todos os anos…cidade branca de escolas fechadas, mas amava também o cheiro da primavera e as cores do outono…e do verão, os mergulhos nos rios Dão e Vouga, distantes na altura e agora tão perto, naquele tempo não havia piscina, fazia mal à pele, dizia o médico do nosso liceu que era amigo do Salazar, o Dr. Crespo. Foi num desses banhos de verão, que perdi a virgindade, culpa de umas francesas que estavam de passagem, eu sei, foi uma traição, deveria ter sido com uma das tuas mulheres.

Sabes porque te estou a contar tudo isto minha querida cidade, porque muito recentemente, num dia de missa de sétimo dia da minha mãe, eu andei sozinho a visitar-te, por todos os lugares das minhas memórias, nas tuas ruas, praças e monumentos…até que parei na Sé e entrei…e voltei a rezar, depois olhei o Museu Grão Vasco e lembrei-me dele, desse pintor…vocês sabem que ele secretamente pertencia a uma escola maior, chamavam-se os Fiéis do Amor, de que faziam parte Dante, Petrarca e Camões. E diziam eles que os que são pelo Amor são contra Roma…e lembrei-me deles, desses fiéis do amor, desses trovadores e de um não amor a Roma que também deu força a Viriato, o nosso Viriato da Cava.

E com Viriato, Grão Vasco…e tantos outros, de reis a senhores ou homens das galés, percebi porque éramos diferentes, porque as outras pessoas dos outros lugares nos achavam diferentes e não só pelo sotaque! Era porque tínhamos respirado desde a nascença um ar puro e frio, porque cultivávamos desde cedo uma amizade pura e livre, porque nascendo no alto víamos mais longe e da montanha nos cheirava a mar…e muitos partiram atrás desse cheiro que subia o Mondego e o Vouga…há hoje gente de Viriato por todo o Mundo, tenho-os encontrado…uns regressaram, regressarão, outros não…diferentes porque fomos tocados pela força da pedra do Viriato e com a sua espada armados cavaleiros, diferentes pela fidelidade ao amor do nosso Grão Vasco…

De repente, minha querida cidade, percebi que te amava, que nunca deixei de te amar, que foste o meu primeiro amor e provavelmente o último. E tu sabias isso desde o princípio, sabias quando me mandaste embora para os braços das outras cidades por onde andei, amei, vivi…tantas e tão longe essas cidades, tantas e tão violentas paixões. Tu sabias que para te amar eu tinha primeiro de ser livre, é na liberdade de te amar ou não que me prendes.   

Foi como uma peregrinação não preparada, simplesmente aconteceu, era um domingo de manhã, um domingo de outono deste Novembro cheio de sol. Parei tanta vez, para olhar pela primeira vez a fachada de algumas casas mais antigas, tu estavas linda minha querida, tinhas até ganho o prémio de ser a melhor cidade para viver, vinhas nos jornais e as televisões mostravam-te. Senti-te mais vaidosa, fazia-te falta essa vaidade, esse atrevimento, essa forma simples de seduzir quem te olha.

Minha querida cidade, sabes agora que te amo, mas ainda não é tempo de vivermos juntos, vamos ficar por mais algum tempo e quem sabe para sempre em casas separadas, o que não quer dizer separados, nunca mais isso vai acontecer, nem estarei tanto tempo sem te visitar.

Sabes, o amor nesta idade já se curou do ciúme…e eu até fico feliz por te sentir tão amada e por tanta gente…

Minha querida cidade, podia falar de tudo, mas estas não são ainda as minhas memórias, apenas uma simples carta de amor…

 

Recebe este abraço, este beijo e esta declaração de amor…e diz ao Eduardo que a leve e a plante num qualquer jardim…é…temos que inventar por lá O Jardim da Saudade…onde se possam um dia fazer serenatas e cantar as trovas doutro tempo…Grão Vasco foi Trovador…Augusto Hilário e os Tubarões também…e nós todos, mesmo em silêncio, cantamos o amor à nossa cidade…se for preciso invente-se uma letra para essa trova…para este país com falta de uma trova…e de um Viriato.

Com todo o amor deste teu cidadão e amante…anónimo

 

No Zambeze, ao dia 20 de Novembro de 2013

 

Fotos: Arquivo da Foto Germano

 

 

publicado por porViseu às 19:07
Quarta-feira, 11 DE Julho DE 2012

VISEU a melhor cidade para viver !

 

 

 

 

Com a devida vénia transcrevemos do site da DECO.Proteste.pt . VISEU a 1ª em Portugal e a 10ª entre 124. 

  

" Qualidade de vida em 124 cidades de 5 países

Junho de 2012

 

Bruges, na Bélgica, é  a melhor cidade para viver, enquanto Salvador, no Brasil, é a pior. Em  Portugal, Viseu está em primeiro lugar e Setúbal em último.

 

Entre setembro e novembro de 2011, enviámos um questionário  a uma amostra representativa da população de cada capital de distrito de  Portugal continental. Incluímos ainda Funchal, Angra do Heroísmo e Ponta  Delgada, das regiões autónomas da Madeira e dos Açores. A mesma investigação foi  feita pelas associações de consumidores de Espanha, Itália, Bélgica e Brasil.  Encontra aqui os resultados obtidos.

Para os vários critérios analisados, indicamos a  avaliação dada pelos inquiridos, com o máximo de 100. Ao colocar o cursor no  critério em causa, encontra as cidades que se destacaram pela positiva e pela  negativa, na comparação nacional e na internacional."

 

QUALIDADE DE VIDA NAS CIDADES 
     Índice qualidade  Classificação
           de vida  internacional 
  Viseu            64      10
  Funchal            61      16
  Angra do Heroísmo            60      21
  Castelo Branco            60      20
  Ponta Delgada            58      27
  Bragança            58      31
  Viana do Castelo            57      33
  Leiria            56      39
  Vila Real            56      38
  Coimbra            56      41
  Aveiro            56      45
  Braga            54      50
  Santarém            54      52
  Faro            52      65
  Guarda            52      66
  Beja            51      68
  Porto            51      69
  Évora            51      71
  Portalegre            50      75
  Lisboa            48      82
  Setúbal            46

     98

 

 

publicado por porViseu às 08:27
Domingo, 27 DE Maio DE 2012

Enconto Viseu em Lisboa 2 dia 6/6.

 

Jantar Viseu em Lisboa no próximo dia 6/6 a partir das 20H00 na Tasquinha do Lagarto.

Inscrições através do e-mail porviseu@sapo.pt

Reservas por ordem de chegada. Lotação máxima 40 lugares.

Lugar para fumadores.

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publicado por porViseu às 22:30
Sexta-feira, 11 DE Maio DE 2012

BARRAGEM da AGUEIRA

Vale a pena passar pelo empreendimento MONTEBELO
AGUIEIRA LAKE RESORT & SPA.

 

Pelo IP3, sentido Viseu-Coimbra, km 40 a seguir à ponte, vire à direita para Barragem da Aguieira e siga sempre as placas para o Montebelo Agueira.

No sentido Coimbra-Viseu, após a segunda ponte da Agueira, ainda em obras, vire à direita para Barragem da Agueira, siga sempre a direito até encontrar as  placas Montebelo Agueira.

Ao chegar encontrará primeiro o aldeamento mas desça mais até à zona do Restaurante. Dê um passeio pela relva e desfrute a magnífica vista, a calma do lugar e a beleza natural. Aprecie a piscina exterior e visite o SPA.

 
   O empreendimento é um aldeamento turístico com inúmeros apartamentos de várias tipologias à beira do lago da Barragem da
Aguieira, com uma Marina para 400 barcos, barcos para passeios, um SPA muito completo e um Restaurante excelente que vale a pena testar. A gastronomia é da região e nas sobremesas o Pão de Ló e a Mousse de Chocolate são de perder a cabeça.
 Se lá passarem digam que vão recomendados pelo porViseu e vejam a atenção especial com que serão tratados!

 

LOCALIZAÇÃO E CONTACTOS

Vale da Aguieira, 3450-01 Mortágua,
Portugal

T. (+351) 231 927 060; F. (+351) 231 923
063

montebeloaguieira@visabeiraturismo.com

www.montebeloaguieira.pt

 

GPS: 40º 20'11'' N 8º 11'28'' W

 

 

publicado por porViseu às 22:10
Domingo, 29 DE Abril DE 2012

Rota do Rancho em Viseu de 28/4 a 1/5.

 Rancho à Moda de Viseu, em Viseu de 28/4 a 1/5.

  

Nos anos 60's o Rancho mais famoso em Viseu era o do Quartel. Por vezes alguns eleitos conseguiam um convite especial para lá ir apreciar a iguaria cujos famosos cozinheiros eram um casal bem típico, ele um velho Cabo com uma vista perdida na Guerra e sua mulher. (Este famoso Casal de Cozinheiros eram também os responsáveis pela cozinha do Salão dos Bombeiros Voluntários durante a Feira de S. Mateus.)

 

Ainda durante os 60's houve um período em que, às 5ªs feiras, dia do Rancho no Quartel, o prato era disponibilizado à população por um preço moderado. Para tal a população deslocava-se ao Quartel pelas 11H00, munidos do necessário vasilhame, e em ordeira fila aguardava pelo fornecimento do prato. O certo é que tal "serviço" começou a ser muito conhecido e a fila a atingir tal comprimento que começou a perturbar os rituais militares e o serviço teve de ser suspenso. Mas pegou a moda do Rancho à quinta-feira.

 

Os Restaurantes mais famosos da cidade a servirem Rancho eram "A Viúva", situado na Rua da Cadeia (hoje Rua D.Duarte) mesmo defronte da Travessa de S. Domingos (liga a Rua do Comércio à Rua D.Duarte), e o Rancho do Caçador.

Durante a Feira de S. Mateus o Rancho mais famoso era o do Zé do Povo.

 

 

Seguem-se algumas receitas de Rancho à moda de Viseu:

 

RANCHO À MODA DE VISEU (RESTAURANTE “O TIBÉRIO“)


 Ingredientes :Grão de Bico, macarrão, hortaliça (penca), nabos, batatas, cenoura, cebola, tomate, carne de vaca, carne de porco, galinha caseira, e chouriça caseira.

FAZEDURA:Coza a carne de vaca (guarde a água);Coza a galinha (guarde a água);A carne de porco põe-se em vinha de alhos, 24 horas, cortada aos pedaços dentro de vinho branco muito bom, alhos, pimentão doce, louro e sal.Num tacho, de preferência barro preto, pica-se a cebola que deve ser bastante,mistura-se bom azeite (0,5) e começa a esturgir, ou seja alourar. Quando a cebola estiver loura adiciona-se a chouriça cortada às rodelas, a carne de vinho de alhos e a cenoura, deixa-se fritar um pouco, adiciona-se o vinho de alhos, o tomate e o resto das carnes. Deixa-se ferver bem. À parte aqueça as águas que guardou, e quando tudo estiver a ferver misture e acrescente o resto dos ingredientes, ou seja o grão já cozido, os legumes e todas as carnes cortadas aos pedaços. Deixe apurar tudo muito bem sem desmanchar, mas apuradinho.Deve ser servido bem quente com um bom vinho do Dão.por Tibério

Outras receitas de Rancho. Favor, a seguir, CLICK

 

Saudamos esta boa iniciativa.

 

“Reza a história que, aquando da guerra entre liberais e absolutistas (1828-1834), o quartel de Viseu foi escalado para defender a linha do Buçaco e o comandante, consciente das suas responsabilidades, ordenou ao quarteleiro para se dirigir à despensa e, sem grandes economias, fornecer a cozinha com tudo o que tivesse ao dispor. Foi entregue ao cozinheiro carne de galinha, de porco, de vaca, enchidos, grão-de-bico, batatas, macarrão e couves e, com toda a riqueza calórica desta comida, lá partiram as tropas com a moral em grande, levando para o caminho o que do rancho sobrara”.

 

In Região de Turismo do Centro: http://www.turismodocentro.pt/pt/produtos_.4/rancho_a_moda_de_viseu_.a198.html

 

publicado por porViseu às 08:11

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