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Sábado, 04 DE Maio DE 2013

SARAU da MOCIDADE PORTUGUESA, 1964 (II)

Viseu, 30 de Novembro de 1964.

A propósito do último post recebemos algumas informações curiosas e até fotos que publicamos por darem um retrato ainda mais real dos Saraus da Mocidade Portuguesa e também por podermos recordar alguns dos colegas participantes.

 

 
Na foto podemos ver em primeiro plano e a apresentar o Sarau o Jorge Gonçalves que após o Liceu tirou o curso de Engenharia, enveredou por uma carreira no sector bancário ligada à construção atingindo o topo na Administração de duas entidades bancárias. Por trás o Coro de Canto Coral do Liceu. Na última fila poderemos ver o Cristiano Kruss Gomes de capa e batina com laço, de saudosa memória, e ao seu lado esquerdo o nosso colega Neto, de quem não temos notícias.
 
 
Nesta 2ª foto vemos o grupo de Jograis dos Finalistas de 1964/65 onde poderemos ver de novo o Jorge Gonçalves (centro) e o Raul Junqueiro (o 3º a contar da direita) que após o seu curso de Direito em Coimbra fez uma brilhante carreira nas Telecomunicações Portuguesas que muito dinamizou, além das nossas bonitas colegas cujos nomes não divulgamos por não estarmos autorizados.
 
 Representação da peça " 11 de Infantaria na Batalha do Bussaco ".
 

Este Sarau foi deveras importante pois, como comentou anteriormente o JOAQUIM ALEXANDRE RODRIGUES, além de ter sido uma das primeiras manifestações do R&R em Viseu mostrou alguns rostos que vieram mais tarde a prestigiar a nossa cidade.

 
publicado por porViseu às 17:59
Quarta-feira, 01 DE Maio DE 2013

SARAU da MOCIDADE PORTUGUESA, 1964

 

 

Esta fotografia retrata uma cena do Sarau da Mocidade Portuguesa no dia 30 de Novembro de 1964.

 

Ao tempo a Mocidade Portuguesa - uma Organização Nacional que pretendia abranger toda a juventude “ atribuia-se, como fins, estimular o desenvolvimento integral da sua capacidade física, a formação do carácter e a devoção à Pátria, no sentimento da ordem, no gosto da disciplina, no culto dos deveres morais, cívicos e militares”. Era de frequência obrigatória para todos os alunos do ensino oficial. O seu dia grande era o 1º Dezembro com desfiles militares pela cidade. Na véspera, a 30 de Novembro, realizava-se um Sarau que reunia os alunos do Liceu Nacional de Viseu, hoje Escola Secundária Alves Martins e os alunos da Escola Comercial e Industrial de Viseu, hoje Escola Secundária Emídio Navarro. Era um Sarau cultural com récitas, coros, Teatro e algumas variedades, realizava-se no Ginásio do Liceu, espaço que se prestava para este género de espectáculos, além dos desportivos e da sua prática, formando uma plateia com um corredor a meio e dois laterais e uma galeria em anfiteatro que cobria a zona da entrada no Ginásio, frontal ao Palco.

 

Após a avalanche da música italiana e francesa, davam-se em Viseu os primeiros passos da Pop Music anglo saxónica com Cliff Richard e The Shadows na liderança, ouvia-se muito o Elvis, Pat Boone, Trini Lopez, despontava o Otis Redding e chegavam os primeiros acordes dos Beatles e outros conjuntos europeus. E apareceram as primeiras tentativas POP em Viseu materializadas nos conjuntos Os Tubarões e Os Corsários.

 

Na foto podemos ver (e-d) Luis Dutra (viola baixo dos Tubarões), Carlos Assunção (viola ritmo dos Corsários), Quim Guimarães (viola solo dos Diamantes) e Eduardo Pinto (baterista dos Tubarões) a interpretarem o ROUND and ROUND êxito dos The SHADOWS que muitos conjuntos usavam como música de abertura

Note-se que o Luis Dutra tenta fazer o baixo tocando numa viola eléctrica normal de 6 cordas. Trata-se de uma viola Egmond comprada na Casa Ruvina(Porto) por 1.500$00 (os Tubarões); O Carlos Assunção toca com uma Hofner dos Tubarões e o Quim Guimarães toca numa viola EKO com 4 microfones, muito popular na época e com muito bons agudos, propriedade do Carlos Assunção.

                             
     EGMOND                                             HOFNER                                             EKO
 
O sistema de som era fornecido pelo Sr. Carlos da óptica Órbita, da Rua da Vitória mesmo em frente ao Café Vitória. O Sr. Carlos tinha a paixão pelas actividades sonoras e, para além da sua excelência como técnico de óptica, dedicava-se a fazer o som da Feira de S. Mateus e dos variados eventos que precisavam de amplificação. No Palco podem ver-se duas colunas de som mas não se vê nenhum amplificador pois este, um Geloso a válvulas, que tanto aquecia que se dizia poder estrelar ovos, estava fora de cena do lado esquerdo. Os cabos das violas eram muito curtos obrigando os três violas a ficarem todos juntos em cena do lado esquerdo do palco. A ligação das violas ao amplificador era feita através de uma ficha especial redonda com 5 pinos que dava cabo da cabeça a todos os músicos obrigando-os a andar com o ferro de soldar sempre à mão.
                                                        Amplificador Geloso
 
Ainda na foto, entre o Quim Guimarães e a bateria está um microfone que serviu para o José Merino, vocalista de Os Tubarões, entrar e encantar com a sua interpretação da música MY BONNIE êxito do TONY SHERIDAN. que o Zé tanto gostava de cantar, e à qual se seguiram outras interpretações como o YA YA   um dos primeiros êxitos dos Beatles.
O Sarau foi brilhantemente apresentado pelo nosso colega de Liceu Jorge Gonçalves que, apesar do seu perfeccionismo militante, veio a atingir o maior sucesso noutros Palcos.

 

 porep

 

P.S: Agradecemos a colaboração de Aires de Matos, Carlos Assunção, Luis Cunha Matos e Fernando Correia.

 

publicado por porViseu às 01:52
Domingo, 03 DE Junho DE 2012

O Parque (IV)

O Parque da Cidade nasceu em terrenos oriundos da “Quinta de Maçorim”, uma quinta medieval, e da Cerca do Convento de Santo António dos Capuchus ali instalados desde 1635, onde os frades plantaram centenas de pés de carvalho e castanheiros.

Eram terrenos muito férteis com espécies vegetais únicas e árvores muito frondosas.

O Convento de Santo António dos Capuchos saiu daquele local em 1834 passando o espaço a ser gerido pela Câmara de Viseu até 1845, data em que passou a pertencer ao Quartel de Infantaria 14 que ali ficou instalado até 1951.

Em 10/7/1951 o Quartel foi transferido para o local onde hoje se encontra na entrada Sul da cidade , sendo as velhas instalações demolidas para permitirem a abertura da Avenida Salazar, hoje Av.25 de Abril.

 

Enquanto as obras não arrancaram o terreno foi utilizado com vários fins: Parque de estacionamento, campo de futebol e alguns eventos dos quais um dos mais marcantes na época foi um espectáculo circense de um grupo Húngaro, realizado totalmente ao ar livre, com trapézios e equilibristas a trabalharem sem rede nas alturas com mastros de madeira muito altos. A cidade em peso assistiu aos vários espectáculos que impressionavam pela altura em que eram realizados, ao frio, vento e chuva, com grande mestria e facilidade, na zona onde veio a ser construído o Hotel Grão Vasco, inaugurado em 1964.
Entretanto foi rasgada a Avenida Salazar atravessando os terrenos do Quartel e separando a área hoje ocupada pelo Hotel Grão Vasco e a área do Parque da Cidade onde ainda se destaca a igreja barroca da Ordem Terceira de São Francisco – a Igreja dos Terceiros. Ao tempo e ao lado desta existia a Capela da Nossa Senhora das Vitórias que foi transferia pedra sobre pedra para o interior do Parque, onde ainda se encontra.

O Parque da Cidade foi desenhado pelo Arquitecto Viana Barreto em 1955.

Era um Parque muito bonito e muito frequentado por grande parte dos alunos e professores do Liceu, considerado o pulmão da cidade e dotado de vários e agradáveis caminhos de terra batida.

Três caminhos acompanhavam as Avenidas Salazar, Av. do Liceu e Rua Miguel Bombarda formando um U invertido. Um destes caminhos acompanhava paralelamente a Avenida Salazar subindo dos Terceiros passando pelo ringue de patinagem até à proximidade da Av. Do Liceu, virava à direita e continuava numa paralela ao Liceu até ao pequeno lago circular fronteiro às escadarias da entrada virada ao Liceu. Depois este caminho continuava paralelo ao Liceu terminando próximo da entrada ao enfiamento da Rua do Sabugueiro, rua lareral ao Liceu, ao lado do Café Infante. Aqui passava descer lateralmente numa paralela à Rua Miguel Bombarda, até à saída do Parque junto ao Rossio entre o Tribunal e os Terceiros. Estes caminhos laterais do Parque eram atravessados por uma larga diagonal que partia da entrada junto ao arranha céus e tinha uma saída na Rua Miguel Bombarda no enfiamento da Rua Cândido Reis.
   

O Parque tinha uma agradável esplanada no verão junto ao pequeno lago dos cisnes, e o seu ringue de patinagem era muito concorrido nos anos 60’s, época de ouro do hóquei em patins em que Portugal discutia anualmente os títulos Europeus ou Mundiais.

 

Mas a história dos primeiros 50 anos do Parque da cidade foi sendo escrita nos seus famosos bancos de jardim espalhados pelos seus diversos caminhos.

  

Lembra-se do seu ?

 

Com a colaboração de Almiro de Oliveira.


 

Fontes:

FOTO GERMANO Escola Alves Martins Wikipédia,

porep

   
publicado por porViseu às 07:50

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