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Sábado, 07 DE Julho DE 2012

Músicos de Viseu - ULISSES SACRAMENTO

Orfeão de Viseu

 

  Nas décadas de 1950/60 o Orfeão de Viseu tinha uma grande actividade cultural promovendo o Canto, Teatro, Poesia e Variedades.

  Eram famosos os concertos dados pelo Orfeão de Viseu que se deslocava a várias localidade das regiões Centro e Norte do País.

  


Teatro no Orfeão de Viseu, 1950.

  Ulisses Sacramento, viseense de gema, iniciou as suas lides artísticas no Orfeão de Viseu na representação teatral e também no canto, actividade ao tempo orientada pelo Maestro Mário Costa. Ulisses Sacramento salientava-se quer na representação quer no canto e, com o seu grande à vontade, contagiava com a sua boa disposição e laracha todos os que o rodeavam.

  

Os Companheiros da Alegria

 

  Em 1951 a organização da Volta a Portugal desafia Igrejas Caeiro a organizar um espectáculo em cada localidade onde a Volta a Portugal chegava. Igrejas Caeiro aceitou o desafio e iniciou um projecto cultural de cariz popular muito inovador com o nome de “Os Companheiros da Alegria”.

  Começou por ser um espectáculo de variedades de música ligeira com variados concursos que em cada um dos espectáculos procuravam envolver os
locais tornando o espectáculo interactivo. E em simultâneo com o espectáculo Igrejas Caeiro lançou também um programa diário de rádio transmitido pelo Rádio Clube Português.

  “Os Companheiros da Alegria” tiveram um grande sucesso e formaram-se enquanto Companhia de Teatro, que mesmo após a Volta a Portugal, não parava com


Ulisses Sacramento, 1951.

 


Os Companheiros da Alegria, 1953.

os espectáculos por todo o País.

  Um grande sucesso nacional que com o passar do tempo enriqueceu o seu formato de espectáculo com a inclusão de rubricas de Teatro, Revista e Opereta, atraindo também os maiores nomes artísticos nacionais da época.

  Os espectáculos integravam variados tipos de concursos, alguns dos quais destinados a descobrir novos Artistas como “Tem um minuto para mostrar o que vale”. Na primeira vez que a Volta passou por Viseu com “Os Companheiros da Alegria”, Ulisses Sacramento foi desafiado por amigos a ir até ao Avenida Teatro assistir e participar nesse concurso. E a sua prestação foi tão eloquente que foi contratado por Igrejas Caeiro para integrar de imediato o elenco dos “Companheiros da Alegria”.

  Ulisses Fernando, seu novo nome artístico, iniciou assim uma carreira profissional nos Companheiros da Alegria com a sua primeira actuação oficial no Cine Teatro da Guarda. Com a sua voz romântica de timbre muito harmonioso e bonito especializou-se na chansonnette francesa, tipo de música que dominava os êxitos da época, com grandes nomes do Musicall Francês como Edith Piaf, Maurice Chevalier, Charles Trenet, Gilbert Bécaud, entre outros.

  E foram vários os sucessos interpretados por Ulisses Fernando como Bell Ami, Douce France, Bolero, Mademoiselle de Paris e Pigalle.

 

Ulisses Fernando (Sacramento) com Igrejas Caeiro e outros Artistas dos Companheiros da Alegria.

 

  Ulisses Fernando Sacramento fez a sua carreira profissional como elemento efectivo dos Companheiros da Alegria onde fez Teatro, Revista e Opereta, cantou e encantou com as suas interpretações e ouviu muitos aplausos dos quais o que mais o marcaram foi uma das suas actuações no S.Luis onde foi ovacionado de pé por todo o público.

 

  Em 1954 Igrejas Caeiro instala “Os Companheiros da Alegria” no Teatro da Trindade em Lisboa.

  Com todos os espectáculos esgotados recebe uma nota da Inspecção Geral dos Espectáculos proibindo a continuação da sua actividade teatral. Segundo informações da época este facto deveu-se a uma entrevista de Igrejas Caeiro em que este Artista afirmava que “Nehru era o maior estadista daquela geração”.

  Vivia-se em pleno a época salazarista e uma declaração destas era perturbadora para um regime que apreciava pouco tanto sucesso não controlável daquele grupo independente. E assim aproveitou este facto para encerrar as actividades da Companhia levando todos os seus Artistas para o desemprego. Ulisses Fernando foi assim apanhado nesta proibição que também o impediu de ir cumprir um excelente contrato para uma digressão acordada para Angola.

 

  Ulisses Fernando regressou de novo a Viseu onde acabou por integrar como vocalista a Orquestra Cine Jazz dirigida pela Maestro Mário Costa vivendo alguns momentos de glória uma vez que além de cantor era um grande entertainer e apresentador que animava todas as festas da Região.

 

 

Actuação da Orquestra Cine Jazz com Mário Costa ao piano, Ulisses Sacramento vocalista, Carlinhos da Sé na bateria, António Correia no violino, Chaves no saxofone e Manuel Pires no rabecão.

Ulisses Sacramento em palco.

  Ulisses Fernando Sacramento, Artista ilustre de Viseu, tem hoje 89 anos e vive na sua cidade mais longe do nosso Rossio de que tanto gosta e do qual tem muitas saudades.

porep com a devida vénia de porViseu!

 

Com a colaboração de Teresa Merino e Celso Albergaria;

Apoio: FOTO GERMANO

publicado por porViseu às 02:46
Quinta-feira, 21 DE Junho DE 2012

BAZAR do PORTO

 

O Bazar do Porto, situado na Rua Direita nº 102, era nos anos 50’s uma loja de grande prestígio na cidade de Viseu.

Com uma oferta variada de utilidades distinguia-se nos brinquedos do mais simples ao mais sofisticado, na atractividade das suas
montras e na diversidade de produtos de época como o Carnaval, antecipando as novidades que apresentava e que esmagavam os seus potenciais concorrentes directos. Era uma loja com um posicionamento distinto do que era praticado no aguerrido comércio tradicional da cidade.

 

 

O Bazar do Porto prestigiava a cidade e era objecto da procura de muitas pessoas que o visitavam propositadamente vindas de outras regiões. E a este facto não era alheia a figura do seu proprietário, Armindo Fernandes Machado, que com a sua educação,
dedicação e trabalho granjeou prestígio e respeito na cidade que veio a adoptar como sua e onde construiu a sua família.

Desta ressaltam os dois filhos do casal, o Carlos Alberto e o Virgílio Azuíl que nasceram e fizeram os seus estudos na cidade onde eram carinhosamente tratados como os Machadinhos para não serem confundidos com a família do médico Dr. Machado que era conhecido como o Machadão.

 

No Bazar do Porto podíamos encontrar todo o tipo de brinquedos de então: os soldadinhos de chumbo, todos os brinquedos tradicionais de madeira como o ciclista, o gregório, camionetes e outros veículos, elegantes cavalos em cartão prensado assentes em pequenos estrados com rodas e os últimos modelos de carros de corda dos quais eu tive um sofisticado Citroen arrastadeira que até já virava as rodas.  

 

 

Contava a minha Mãe que a primeira vez que terei entrado no Bazar do Porto fiquei atónito, no centro da loja, a olhar em toda a volta sem nada dizer e que a única resposta que dei ao Sr. Machado sobre o que eu escolheria de tudo aquilo que via foi, com ar muito sério: “TUDO” o que provocou uma franca gargalhada em todos os presentes na loja.

Para a juventude de então o Bazar do Porto era uma boa referência.

E o Sr. Armindo Fernandes Machado não se fazia rogado ao trabalho e participava activamente também com um stand na Feira de S. Mateus.

 

A história do Bazar do Porto.

 

“A história do Bazar do Porto, em Viseu, está intimamente ligada à desta família Machado, em Viseu.

José Machado, abriu o Bazar do Porto, na Figueira da Foz, esquina da R. Bernardo Lopes com a R. Dr. Calado, em frente do então cinema do Grande Casino Peninsular.

O filho mais velho, José Machado Júnior, estabeleceu-se em Coimbra, com o Bazar do Porto na R. Adelino Veiga e o filho mais novo, Armindo, abriu o Bazar do Porto, na Rua Direita 102.

 

O Bazar do Porto, em Viseu, foi criado de raiz, tendo aberto cerca de 1945.”

  

 
Que saudades do Bazar do Porto !

Porep com a colaboração de Virgílio Machado e Luis Costa.

Fontes: FEITORIA

Made in Portugal : Brinquedos de madeira

publicado por porViseu às 09:34
Quinta-feira, 14 DE Junho DE 2012

Viseenses Ilustres - Nuno Teixeira

 

Tal como mencionado no 2º Encontro Viseu em Lisboa no passado dia 6, a 10 de Maio passado comemorou-se o 30º Aniversário da estreia da primeira telenovela portuguesa VILA FAIA realizada pelo nosso ilustre conterrâneo Nuno Teixeira.
Nuno Teixeira é descendente de uma numerosa família tradicional de Silgueiros, filho de Gil Dias Teixeira e de Maria Elisa da Silva Dias de Évora.

O Nuno Teixeira e os seus 6 irmãos passaram a sua juventude em Viseu onde iniciaram os seus estudos os quais o Nuno continuou na cidade do Porto tendo depois seguido uma carreira profissional em televisão na RTP, empresa que serviu durante toda a sua longa carreira, primeiro no Porto e depois em Lisboa.

Como Realizador o nome de NUNO TEIXEIRA está ligado aos maiores sucessos da RTP.

Em 1982 foi o realizador de Vila Faia alcançando grandes audiências com os seus 100 episódios, numa época em que rivalizava com os maiores sucessos mundiais das experientes telenovelas vindas do Brasil.

Em 1985 realizou "Chuva na Areia" telenovela baseada num inédito de Luis Sttau Monteiro com 84 episódios.

No género Comédia foi o realizador de vários programas de grande sucesso como o Sabadabadu (1981), O Tal Canal (1983), Humor de Perdição (1987), Lá em Casa Tudo Bem (1988), Eu Show Nico (1988), Casino Royal (1989) e Os Bonecos da Bola (1993).

Foi ainda o realizador de 7 Festivais da Canção entre 1980-1995 e de vários programas musicais como Olha que dois e Frou-Frou, entre outros.

Realizador multi-facetado fez a adaptação para tv do grande sucesso de Eunice Munoz "A Mãe Coragem", foi o Realizador de programas de poesia do Mário Viegas como "Palavras Ditas" e "Palavras Vivas", de várias Óperas do Teatro Nacional de S.Carlos bem como de alguns importantes jogos de futebol.

Ainda na RTP assumiu a Direcção de Produção, foi seu representante em vários encontros e organismos internacionais de televisão e áudio-visual e Administrador de algumas das empresas participadas ligadas à actividade de Produção e Realiização.

Casado e pai de dois filhos, o mais velho dos quais lhe seguiu as peugadas tendo participado na realização da 2ª edição de Vila Faia em 2008, o Nuno Teixeira divide os seus tempos entre Lisboa e a Zona Oeste/Lourinhã onde construiu o seu cantinho, goza os netos e recebe os amigos.

Nunca se esquece de Viseu e sempre que as saudades apertam vai à terra revisitar os amigos, respirar o ar puro e apreciar a cozinha.

 

Nuno Teixeira foi agraciado a 10 de Junho de 1995 como " Grande Oficial da Ordem do Mérito".

 


Com a devida vénia de porViseu.

Colaboração de F.Matos.

publicado por porViseu às 22:08
Terça-feira, 12 DE Junho DE 2012

José Alberto Bastos e Silva - Ilustre Viseense não nascido em Viseu

 

Com tristeza partilhamos a notícia de que José Alberto Bastos e Silva nos deixou após essa maldita doença prolongada.

Não nasceu em Viseu mas desde cedo se adoptou como Viseense e como tal agia.

Amigo do seu Amigo, Amigo de Viseu, desde os primeiros tempos nas Páginas Amarelas e continuando na SIC e no Grupo Impresa sempre assumiu uma costela da nossa terra. Cavaleiro da Confraria dos Saberes e Sabores do Dão Grão Vasco era presença constante na Festa Os Melhores Anos em Viseu, em Setembro.

Faz falta.

  

  

Com a devida vénia ao Diário de Notícias, trancrevemos:

"Membro do Conselho de Administração da televisão de Carnaxide e ex-diretor-geral da estação, José Bastos e Silva, 67 anos, morreu esta terça-feira. Luís Marques fala "em grande perda para a SIC".

"É uma grande perda para a SIC, para o grupo Impresa e para o sector da televisão em Portugal".

É com estas palavras que Luís Marques, atual diretor-geral da SIC, recorda o seu antecessor no cargo José Bastos e Silva, membro do conselho de administração no grupo de Francisco Pinto Balsemão, e que faleceu esta madrugada, vítima de doença prolongada.

Bastos e Silva esteve sempre ligado à SIC desde o seu início, onde ocupou vários cargos. No seu percurso de 20 anos pela estação, foi o primeiro diretor de publicidade deste canal. Em 2002 foi apresentado como diretor-geral da estação, cargo que deixou em dezembro de 2008."

publicado por porViseu às 17:22
Quinta-feira, 07 DE Junho DE 2012

Os bancos do Parque.

“Ai se os bancos do Parque falassem ...”

E como canta Fernando Pereira:

“… aos domingos os namorados,

vão para os bancos do jardim

e assentados, …tralilalarila lalá “ …

   

As histórias do parque da Cidade estão escritas nos seus bancos.

Como na grande maioria dos Parques e Jardins, os bancos do Parque tinham o formato de “onda do mar a caminho da praia”, com uma estrutura em ferro onde assentavam umas ripas de madeira pintada. Bancos cómodos, frescos e de longa duração.

Na generalidade todos os caminhos do Parque tinham bancos para as pessoas se sentarem. Consoante as zonas do Parque, as estações do ano (só Primavera e Verão), os dias da semana e a meteorologia, os bancos eram usados por sectores diversificados de pessoas.

   

O Parque dispunha de 6 entradas directas: a 1 e 2 na avenida do Liceu, a 3 na Miguel Bombarda, a 4 no Rossio ao lado do Tribunal, a 5 junto ao arranha céus e a 6 ao cimo da avenida Salazar.

Regra geral as famílias, os avós com netos, as criadas com as criancinhas, utilizavam os bancos situados nos caminhos mais movimentados.

Aos domingos os bancos situados no caminho paralelo à Rua Miguel Bombarda eram os preferidos pelos típicos namorados da época, “a sopeira e o magala” que ali descansavam após algumas caminhadas “à vista”. Estes eram os primeiros assentos já que, à medida que o namoro avançava, a respiração tanto ofegava que começavam a ter de descansar no banco junto ao Camões, seguramente atraídos pela idílica inspiração e o maior sossego.

Os estudantes tinham uma clara preferência pela proximidade do Liceu.
Os namorados do Quadro de Honra, aqueles tão bem comportadinhos que até os Pais sabiam, para não perderem
nenhuma matéria, passeavam lado a lado juntinho ao muro do Liceu. Para trás e para a frente lá andavam sem cansar a discutir todas as matérias ensinadas na semana.
Os outros, os normais, também respeitavam o apelo didáctico da escola, é certo, mas preferiam os bancos e os recantos do caminho do Parque paralelo à Avenida do Liceu. Aí sim, era estudo a sério sem dar nas vistas …

O meu 1º banco no Parque.

Terá sido em Setembro de 1963, por mero acaso, a minha estreia num banco do Parque da Cidade.

Era um banco apetecível, com muita procura mas no período de férias tinha pouca utilização. Entrava-se pela entrada 2 e logo no primeiro cruzamento virava-se à direita tomando o caminho paralelo ao Liceu. Era o primeiro banco que ficava encoberto por um
bonito tronco de uma frondosa árvore, seguramente ali plantada por mão de Deus, pois a sua localização era Divina. Ao sentar, era muito conveniente dar a esquerda ao par o que possibilitava olhar o movimento dos caminhos ao redor.

Numa tarde daquele fim de Verão, e após o convívio entre os amigos, fiquei a sós com o meu par e, descíamos a caminho da esplanada do Parque, quando ouvimos o mais bonito chilrear de um passarinho transportado numa brisa leve, fresca e muito
agradável. Era um sinal. Sem dúvida um convite. Não resistimos e apesar de algum receio e muita timidez, lá nos sentámos. E foi em boa hora pois vieram mais passarinhos e até passarinhas, uma brisa e outras brisas e nós lá nos fomos descobrindo embriagados naquele belo concerto que por encanto foi em rigoroso exclusivo já que ninguém mais passou por ali.E aquele ficou, para sempre, o nosso banco !

Com o passar dos anos e graças à grande fertilidade dos solos da Quinta do Maçorim já descoberta pelos Frades dos Capuchus no Séc.XVII, outros bancos ganharam grande preponderância e procura pelos diversos públicos alvo.

Em 1968/69 descobri o meu último banco do Parque. Era o último banco localizado no caminho do Liceu no enfiamento do ringue de patinagem. Tinha um arbusto que dava uma bonita sombra e, apesar de estar próximo do ringue, era muito discreto e possibilitava grandes momentos de descontracção. Só tinha um contra. Em vez do chilrear dos passarinhos ouviam-se as conversas e os palavrões dos miúdos que praticavam o hóquei em patins no ringue de patinagem. Limitação que fomos superando com alguma tranquilidade.

E assim fomos saudavelmente felizes nos bancos do Parque da Cidade !

porep

Alberto Rosário também foi muito feliz no Parque

Jorge Marques também foi muito feliz no Parque

Foto Camões da Foto Germano

publicado por porViseu às 01:40
Domingo, 03 DE Junho DE 2012

O Parque (IV)

O Parque da Cidade nasceu em terrenos oriundos da “Quinta de Maçorim”, uma quinta medieval, e da Cerca do Convento de Santo António dos Capuchus ali instalados desde 1635, onde os frades plantaram centenas de pés de carvalho e castanheiros.

Eram terrenos muito férteis com espécies vegetais únicas e árvores muito frondosas.

O Convento de Santo António dos Capuchos saiu daquele local em 1834 passando o espaço a ser gerido pela Câmara de Viseu até 1845, data em que passou a pertencer ao Quartel de Infantaria 14 que ali ficou instalado até 1951.

Em 10/7/1951 o Quartel foi transferido para o local onde hoje se encontra na entrada Sul da cidade , sendo as velhas instalações demolidas para permitirem a abertura da Avenida Salazar, hoje Av.25 de Abril.

 

Enquanto as obras não arrancaram o terreno foi utilizado com vários fins: Parque de estacionamento, campo de futebol e alguns eventos dos quais um dos mais marcantes na época foi um espectáculo circense de um grupo Húngaro, realizado totalmente ao ar livre, com trapézios e equilibristas a trabalharem sem rede nas alturas com mastros de madeira muito altos. A cidade em peso assistiu aos vários espectáculos que impressionavam pela altura em que eram realizados, ao frio, vento e chuva, com grande mestria e facilidade, na zona onde veio a ser construído o Hotel Grão Vasco, inaugurado em 1964.
Entretanto foi rasgada a Avenida Salazar atravessando os terrenos do Quartel e separando a área hoje ocupada pelo Hotel Grão Vasco e a área do Parque da Cidade onde ainda se destaca a igreja barroca da Ordem Terceira de São Francisco – a Igreja dos Terceiros. Ao tempo e ao lado desta existia a Capela da Nossa Senhora das Vitórias que foi transferia pedra sobre pedra para o interior do Parque, onde ainda se encontra.

O Parque da Cidade foi desenhado pelo Arquitecto Viana Barreto em 1955.

Era um Parque muito bonito e muito frequentado por grande parte dos alunos e professores do Liceu, considerado o pulmão da cidade e dotado de vários e agradáveis caminhos de terra batida.

Três caminhos acompanhavam as Avenidas Salazar, Av. do Liceu e Rua Miguel Bombarda formando um U invertido. Um destes caminhos acompanhava paralelamente a Avenida Salazar subindo dos Terceiros passando pelo ringue de patinagem até à proximidade da Av. Do Liceu, virava à direita e continuava numa paralela ao Liceu até ao pequeno lago circular fronteiro às escadarias da entrada virada ao Liceu. Depois este caminho continuava paralelo ao Liceu terminando próximo da entrada ao enfiamento da Rua do Sabugueiro, rua lareral ao Liceu, ao lado do Café Infante. Aqui passava descer lateralmente numa paralela à Rua Miguel Bombarda, até à saída do Parque junto ao Rossio entre o Tribunal e os Terceiros. Estes caminhos laterais do Parque eram atravessados por uma larga diagonal que partia da entrada junto ao arranha céus e tinha uma saída na Rua Miguel Bombarda no enfiamento da Rua Cândido Reis.
   

O Parque tinha uma agradável esplanada no verão junto ao pequeno lago dos cisnes, e o seu ringue de patinagem era muito concorrido nos anos 60’s, época de ouro do hóquei em patins em que Portugal discutia anualmente os títulos Europeus ou Mundiais.

 

Mas a história dos primeiros 50 anos do Parque da cidade foi sendo escrita nos seus famosos bancos de jardim espalhados pelos seus diversos caminhos.

  

Lembra-se do seu ?

 

Com a colaboração de Almiro de Oliveira.


 

Fontes:

FOTO GERMANO Escola Alves Martins Wikipédia,

porep

   
publicado por porViseu às 07:50
Domingo, 27 DE Maio DE 2012

Enconto Viseu em Lisboa 2 dia 6/6.

 

Jantar Viseu em Lisboa no próximo dia 6/6 a partir das 20H00 na Tasquinha do Lagarto.

Inscrições através do e-mail porviseu@sapo.pt

Reservas por ordem de chegada. Lotação máxima 40 lugares.

Lugar para fumadores.

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publicado por porViseu às 22:30
Sexta-feira, 25 DE Maio DE 2012

MÚSICOS de VISEU - Orquestra CINE JAZZ

Orquestra Cine Jazz, Viseu (1942 - 1961)

 

Foto de 1942. Legenda (esq-dir.): António Correia - violino, Francisco (Chico Alfaiate) - bateria, Desconhecido - banjo, Desconhecida - piano, Patrocínio - trompete, Irineu Amaral - saxofone e Chaves - saxofone.
 
A Orquestra Cine Jazz de Viseu terá sido constituída nos anos 40's em Viseu, data da fotografia, e durante 20 anos foi um marco na música ligeira da cidade.
 
As suas actuações ocorriam no Orfeão de Viseu, no Café Rossio, na Feira de S. Mateus quer acompanhando os Artistas que ali actuavam no Palco principal quer animando os Bailes dos Bombeiros Voluntários às 4ªas e sábados, as Festas e Romarias por todo o Norte de Portugal, e apoiando os espectáculos no grandioso Avenida Teatro.
 
Na época Viseu tinha uma das melhores casas de espectáculo do País onde todos os grandes Artistas Nacionais desejavam actuar. Era o Avenida Teatro que fazia par com o Teatro Nacional de S.Carlos. Situado na Avenida Emídio Navarro o Avenida Teatro tinha sido inaugurado em 1921, com 2.000 lugares, 1.500 lâmpadas eléctricas, 2 Plateias, Geral, dois andares de Camarotes e ainda um Jardim exterior. Era uma Casa de Espectáculos de grande prestígio onde se realizavam os melhores espectáculos do País, quer de Teatro quer música ligeira. Por ali passaram as mais prestigiadas Companhias de Teatro Nacionais, foram transmitidos em directo vários espectáculos de Variedades como os Serões para Trabalhadores da Emissora Nacional, Os Companheiros da Alegria onde actuou o ilustre e romântico cantor Viseense Ulisses Sacramento, os espectáculos da Volta a Portugal, as grandes Revistas à Portuguesa tão populares na época.
 
A partir de 1947, ano em que o Maestro Mário Costa chegou à cidade, toda a animação cultural musical sofreu um grande impulso, sendo a Orquestra Cine Jazz um dos motores dessa dinamização. O Maestro Mário Costa terá iniciado as suas actuações a solo no Café Rossio aos fins de semana. O seu irrequieto e saudável modo de estar aliado com a sua dinâmica natural cedo começou a movimentar a vertente musical da cidade, assumiu a liderança da Orquestra Cine Jazz a qual começou a enfrentar novos desafios profissionais como a acompanhar grandes artistas nacionais.
 
 
Orquestra Cine Jazz no Avenida Teatro acompanhando a Maria de Fátima Bravo(esq) e Maria Amélia Canossa, anos 50's. A Orquestra, dirigida pelo Maestro Mário Costa, ao piano, com António Correia no violino, Patrício no trompete, Chaves ao saxofone, Manuel Pires ao rabecão e Martins na bateria.
 
 
Maestro Mário Costa acompanha Luis Piçarra e numa pausa descontraída com Henrique Mendes.
 
 
Actuação da Orquestra Cine Jazz, (+-1960), Festas dos Santos Populares no Académico de Viseu com (esq.dir): Carlinhos da Sé o vocalista, Patrocínio no trompete, Martins na bateria, Chaves no saxofone, Desconhecido no rabecão, António Correia no violino e Maestro Mário Costa ao piano.
 

 

Ano 1960/61, Clube de Viseu, talvez a última formação da Orquestra Cine Jazz com a entrada de novos e jovens músicos (esq.dir.): Gualter no rabecão, Quim Guimarães na viola eléctrica, Martins na bateria, António Correia no violino, Fausto no acordeão e Maestro Mário Costa no piano.

  

Gualter, Quim Guimaães e Fausto, com o Carlinhos da Sé formaram a seguir Os Diamantes.

   

Agradecemos o apoio de Camilo Costa, Celso Soares Albergaria e João Correia dos Santos. Fotos do livro porViseu'60s e arquivo Foto Germano.

   

publicado por porViseu às 02:16
Sexta-feira, 11 DE Maio DE 2012

BARRAGEM da AGUEIRA

Vale a pena passar pelo empreendimento MONTEBELO
AGUIEIRA LAKE RESORT & SPA.

 

Pelo IP3, sentido Viseu-Coimbra, km 40 a seguir à ponte, vire à direita para Barragem da Aguieira e siga sempre as placas para o Montebelo Agueira.

No sentido Coimbra-Viseu, após a segunda ponte da Agueira, ainda em obras, vire à direita para Barragem da Agueira, siga sempre a direito até encontrar as  placas Montebelo Agueira.

Ao chegar encontrará primeiro o aldeamento mas desça mais até à zona do Restaurante. Dê um passeio pela relva e desfrute a magnífica vista, a calma do lugar e a beleza natural. Aprecie a piscina exterior e visite o SPA.

 
   O empreendimento é um aldeamento turístico com inúmeros apartamentos de várias tipologias à beira do lago da Barragem da
Aguieira, com uma Marina para 400 barcos, barcos para passeios, um SPA muito completo e um Restaurante excelente que vale a pena testar. A gastronomia é da região e nas sobremesas o Pão de Ló e a Mousse de Chocolate são de perder a cabeça.
 Se lá passarem digam que vão recomendados pelo porViseu e vejam a atenção especial com que serão tratados!

 

LOCALIZAÇÃO E CONTACTOS

Vale da Aguieira, 3450-01 Mortágua,
Portugal

T. (+351) 231 927 060; F. (+351) 231 923
063

montebeloaguieira@visabeiraturismo.com

www.montebeloaguieira.pt

 

GPS: 40º 20'11'' N 8º 11'28'' W

 

 

publicado por porViseu às 22:10
Sábado, 05 DE Maio DE 2012

Grande Colégio Português (2)


 

Para quem por lá passou !

 

São vários os estabelecimentos de ensino que marcaram em Viseu. Sem dúvida que um deles foi o Grande Colégio Português, o qual, tal como se apresentava na frontaria "Educação de Meninas", era destinado ao sexo feminino. Num bonito edifício ao lado do Rossio, várias gerações por ali passaram na segunda metade do Século XX.Venham de lá essas histórias.Hoje, na frontaria pode ler-se "Santa Casa da Misericórdia".

publicado por porViseu às 17:09

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