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Sábado, 27 DE Março DE 2004

Uma Vida pela VIDA

KAristidesSMendes.jpgUma vida pela VIDANuma iniciativa conjunta da Confraria de Saberes e Sabores da Beira - "Grão Vasco", da Câmara Municipal de Viseu e da Delegação de Viseu do Instituto Português da Juventude vai decorrer de 2 de Abril a 18 de Junho uma homenagem à memória do Cônsul Aristides de Sousa Mendes, na passagem do 50º aniversário da sua morte.Aristides de Sousa Mendes foi injustamente afastado das suas funções diplomáticas e punido pelo regime de Salazar por ter desobedecido a ordens desumanas e crúeis. Graças a essa desobediência mais de 30.000 pessoas se salvaram das garras nazis. Urge pois reabilitar a sua memória.Assim, o Almoxarife da Confraria de Saberes e Sabores da Beira - "Grão Vasco", 0 Presidente da Câmara Municipal de Viseu e o Delegado Regional do IPJ tm a honra de CONVIDAR a participar nas actividades evocativas a realizar no proximo dia 2 de Abril (6.feira), na Delegação de Viseu do IPJ, com o seguinte programa:10H00 - Inauguração de Painel de Azulejo alusivo ao Cônsul, da autoria de Estela Sá.10H15 - Apresentação da publicação: "A História do Cônsul Aristides de Sousa Mendes contada aos mais novos".10H30 - Sessão Solene no Auditório do IPJ.

Comissão de HonraDr. Jorge Sampaio - Presidente da RepúblicaDr. João B. Mota Amaral - Presidente da Assembleia da RepúblicaDra. Teresa Patricio Gouveia - Ministra dos Negócios Estrangeiros e das ComunidadesDr. Jose Luis Arnaut - Ministro Adjunto do 1º MinistroDr. António Figueiredo Lopes - Ministro da Administração InternaDr. Pedro Roseta - Ministro da CulturaDr. Luis Marques Mendes - Ministro dos Assuntos ParlamentaresDr. Jose Cesário - Secretário de Estado das Comunidades PortuguesasDr. António de Almeida Santos - Deputado à Assembleia da RepúblicaDr. Jaime Gama - Deputado à Assembleia da RepúblicaDr. Jorge Coelho - Deputado a Assembleia da RepúblicaDr. António Almeida Henriques - Deputado a Assembleia da RepúblicaEng.º Miguel Anacoreta Correia - Deputado a Assembleia da RepúblicaDr. Carlos Carvalhas - Deputado a Assembleia da RepúblicaDr. Fernando Ruas - Presidente da Associação Nacional Municípios e da C.M. ViseuDaniel Lequertier - Embaixador da FranqaShmuel Tevet - Embaixador de IsraelDr. Fernando Amaral - Antigo Presidente da Assembleia da RepúblicaDr. José Miguel Júdice - Bastonário da Ordem dos AdvogadosProf. Doutor Diogo Freitas do Amaral - JuristaProf. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa - JuristaDr. Emílio Rui Vilar - Presidente da Fundação Calouste GulbenkianDr.ª Maria de Jesus Barroso - Presidente da Fundação Aristides de Sousa MendesDr. Mário Soares - Presidente da Fundação Mário SoaresDr. Carlos Monjardino - Presidente da Fundação OrienteProf. Doutor João Pedro Barros - Presidente do Instituto Superior Politécnico de ViseuDoutora Dalila Rodrigues - Directora do Museu Grão VascoJosé Alberto Oliveira - Presidente da Associação Comercial de ViseuEng.º Luis Paiva - Presidente da Associação Empresarial da Região de ViseuDr.ª M.ª das Dores Henriques - Directora do Arquivo Distrital de ViseuDr. Miguel Honrado - Director do Teatro ViriatoEng.º António Dinis Marques - Delegado do IPJ - ViseuInsp. António Lopes Pires - Grão Mestre da Confraria "Grão Vasco"Dr. José Ernesto Pereira da Silva - Almoxarife da Confraria "Grão Vasco"
”...da Confraria Saberes e Sabores da Beira"Grão Vasco”
Quem foi ? Vá lá, CLICK

porViseu
publicado por porViseu às 15:56
Sexta-feira, 19 DE Março DE 2004

A SÉ de Viseu - Considerações breves

se123.jpg
Todos nós conhecemos e admiramos a Sé de Viseu à qual estamos de qualquer modo ligados – baptismo, comunhão, assistência às missas, casamento... – mas bastantes vezes me interroguei sobre a história daquele imponente conjunto de edifícios. A Sé, o Paço do Cabido e o Museu de Grão Vasco.
Consegui reunir um conjunto de informações sobre a origem e alguns episódios história da Sé, que aqui vos deixo como um ponto de partida. Conto que alguém com mais conhecimentos possa verificar estes dados esclarecendo-nos e alargando o nosso conhecimento.A origem da Sé de Viseu e o próprio nome de Viseu estão envolvidos num intrincado labirinto de história e lenda, não tendo os especialistas, até agora , acertado na “verdade científica”.Pensa-se que anteriormente à chegada dos romanos existiria neste lugar um aglomerado urbano denominado VACCA do qual viria a resultar VISEU.Com o assassínio de Viriato às ordens de Cipião os romanos apoderaram-se finalmente de Vacca e em função do seu interesse estratégico, tanto do ponto de vista bélico, como económico ao permitir o controle das diferentes vias de comunicação que aqui se cruzavam, construíram no seu ponto mais alto uma fortaleza, da qual restam duas torres. Uma que forma a esquina para a Rua das Ameias e a outra que nos inícios do Sec XX serviu de cadeia.Estas obras teriam sido feitas pelos irmãos Sempronio e Flacco, às ordens de Junio Décio Bruto, Cônsul da Lusitânia.Com o advento de Cristianismo e a queda do poder romano a fortaleza de Vacca, transformou-se em templo cristão.Em 713 a invasão árabe conquistou a Espanha e o templo cristão foi transformado em mesquita. No entanto em 740 Afonso I de Leão expulso os árabes e reconquistou a cidade, reinstalando o templo cristão.Durante cerca de um século assim se manteve até que Almansor a voltou a reocupar e de novo voltou a ser mesquita.Só em 993 Afonso III de Leão reconquistou a cidade tendo mandado reconstruir a cidade e o templo. Novamente perdida para os árabes, Afonso V de Leão cercou a cidade e tentou a reconquista mas foi morto em combate e só em 1038 foi finalmente reconquistada pelo genro de Afonso V, Fernando “O Magno”.Em 1100 o nosso conde D. Henrique entrou na sua posse e transformou o templo cristão em Sé episcopal sendo Odório o primeiro bispo.Em resultado das continuas lutas entre cristãos e árabes D. Sancho I mandou reedificá-lo em 1189, sendo de crer que grande parte do interior existente date daquela época.Ao longo dos séculos vários foram os diferentes prelados aumentando e modificando o edifício segundo os gostos e as posses, o que justifica os diferentes estilos que hoje se podem admirar.Existem documentos que assinalam a construção do claustro em 1340 pelo bispo D. João; das escadas para o coro superior e da Capela da Cruz pelo bispo D. Gonçalo Pinheiro; da sala capitular em 1721 e nos fins do sec XVIII da frontaria por a anterior estar muito danificada.No sec XX várias obras de restauro puseram a descoberto algumas portas em pedra trabalhada, que se encontravam emparedadas bem como algumas capelas cuja existência tinha caído no esquecimento. A frontaria tem 30 metros de altura por 22 de largo. A planta do corpo de templo tem a forma de cruz, com a cabeceira formada pelo altar-mor e os braços pelos altares do Sacramento e do Espirito Santo, sendo a haste a nave central.Interiormente a famosa abóbada das cordas é sustentada por duas fileiras de colunas formadas por colunelos agrupados com 15 metros de altura. Dizem-me que existem 16 altares, sendo 8 nos claustros e os restantes no corpo principal, mas ainda não verifiquei se este é o numero actual.Sempre ouvi falar que existia uma coluna oca, mas só recentemente confirmei tal existência num texto antigo que refere que “a chamada coluna vã é a que forma esquina para o altar do Espirito-Santo “. Durante as invasões francesas foi ali que foram postas a bom recato as alfaias religiosas e os objectos de valor.Também sempre se falou de um famoso túnel que ligaria a Sé ao terreiro da Feira de São Mateus, mas de concreto nada apurei. Parece que no entanto existe alguma informação sobre este túnel ou parte dele, pelo que alguém mais documentado nos poderá dar mais informações.por FdeM
publicado por porViseu às 19:30
Segunda-feira, 15 DE Março DE 2004

VINHO do DÃO:

tinto.jpg
O vinho do Dão está a ficar muito bom. Temos provado vinho de Quinta espectacular. Só não compreendemos como há tanta marca nova de vinho de Quinta. São rentáveis ?
Hoje prestamos a nossa singela homenagem aos vinhos do Dão:Um bom Dão aquece a alma,engrandece o coração !

"... e como já dizia o Poeta(*):Os Brancos que me perdoem,Mas os tintos são fundamentais!
Brancos há muitos,Quase todos muito iguais:doces,secos,verdes,maduros,mais clarosou escuros,e alguns mais,muito normais.
Tintos ?Ah, Ah,São muito especiais !
A idade,a cor,a beleza,o aroma,o calor,e o amor.
Os bons,os melhores,os geniais.
Os tintos ?meu Deus;são demais ...!

porep

Levava eu um jarrinhoP'ra ir buscar vinhoLevava um tostãoP'ra comprar pão:E levava uma fitaPara ir bonita.
Correu atrásDe mim um rapaz:Foi o jarro p'ra o chão,Perdi o tostão,Rasgou-se-me a fita...Vejam que desdita!
Se eu não levasse um jarrinho,Nem fosse buscar vinho,Nem trouxesse uma fitaPra ir bonita,Nem corresse atrásDe mim um rapazPara ver o que eu fazia,Nada disto acontecia.


enviado por margarida
publicado por porViseu às 22:42
Quinta-feira, 11 DE Março DE 2004

Rancho à moda de Viseu

Rancho.JPG

Vamos hoje lançar uma página gastronómica. E para começar vamos publicar algumas receitas de um saboroso prato regional que dá pelo nome de "Rancho à Moda de Viseu".Segundo reza a história ...
" ... confecciona-se Rancho em todo o País. Segundo recolhas feitas, o prato chamado Rancho começa a ser confeccionado no Quartel de Cavalaria que existia em Viseu. No tempo da guerra e do racionamento, este quartel que estava situado na Stª Cristina, tinha boa fama pela sua comida. Recebia e distribuía matérias primas ao povo, vindas de vários lados, e tinha hortas nos campos envolventes. Também criava galinhas, porcos, e por vezes vacas.Uma das matérias primas que recebia com mais abundância era o grão de bico , das terras mais ao sul , assim como massas de 2ª (manga de capote ) oferecidas pelas Fábricas. Carnes já havia, hortícolas também, havia que juntar o que existia com mais fartura e confeccionar. E assim nasceu o Rancho à Moda de Viseu. Pouco tempo bastou para que todos os Quartéis em Portugal começassem a confeccionar o “Rancho do Quartel”. O prato era tão bom que criou fama.Nos anos 50 e 60 em Viseu, já no novo Quartel de Infantaria, era hábito no dia de rancho, as pessoas da cidade irem ao Quartel comprar o famoso Rancho à Moda de Viseu para levarem e comerem em casa. Os restaurante locais começaram também a apresentar esse prato nas suas ementas em dias certos.Hoje já não há manga de capote de 2ª, mas mesmo assim, ainda há quem confeccione primorosamente o “Rancho à Moda de Viseu”". por T. Cunha

PorViseu testou e recomenda o Rancho do velhinho Restaurante "O Caçador", em Viseu, aos Sábados, e o do Restaurante "O Tibério", em Bucelas, às 5ªs e Domingos, cuja receita apresentamos. Bons mesmo!
Para acompanhar sugerimos um bom Dão de Quinta: O Quinta da Taboadela 2000 ou o Quinta de Santo António do Serrado de 2001. Excelentes.
A propósito: Não nos quer enviar a sua receita de Rancho? Nós publicamos:
A minha receita num CLICK !

Seguem-se algumas receitas de Rancho à moda de Viseu:

RANCHO À MODA DE VISEU (RESTAURANTE “O TIBÉRIO“)
Ingredientes :Grão de Bico, macarrão, hortaliça (penca), nabos, batatas, cenoura, cebola, tomate, carne de vaca, carne de porco, galinha caseira, e chouriça caseira.

FAZEDURA:Coza a carne de vaca (guarde a água);Coza a galinha (guarde a água);A carne de porco põe-se em vinha de alhos, 24 horas, cortada aos pedaços dentro de vinho branco muito bom, alhos, pimentão doce, louro e sal.Num tacho, de preferência barro preto, pica-se a cebola que deve ser bastante,mistura-se bom azeite (0,5) e começa a esturgir, ou seja alourar. Quando a cebola estiver loura adiciona-se a chouriça cortada às rodelas, a carne de vinho de alhos e a cenoura, deixa-se fritar um pouco, adiciona-se o vinho de alhos, o tomate e o resto das carnes. Deixa-se ferver bem. À parte aqueça as águas que guardou, e quando tudo estiver a ferver misture e acrescente o resto dos ingredientes, ou seja o grão já cozido, os legumes e todas as carnes cortadas aos pedaços. Deixe apurar tudo muito bem sem desmanchar, mas apuradinho.Deve ser servido bem quente com um bom vinho do Dão.por Tibério

Outras receitas de Rancho. Favor, a seguir, CLICK

porViseu
publicado por porViseu às 22:56

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