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Tempo - Viseu

Quinta-feira, 18 DE Dezembro DE 2014

“JARDINS EFÉMEROS” na Revista UP da TAP, Dez de 2014.

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Com o tema "FIM DE SEMANA PERFEITO" a Revista UP da TAP, Dez.2014, pág.28 e seguintes, traz um artigo muito interessante sobre “OS JARDINS EFÉMEROS” de 2014.

Suportado numa reportagem fotográfica e seguindo “THE LEGENDARY TIGERMAN”, PATRÍCIA BRITO e MARISA CARDOSO relatam, no seu formato suave, um pouco do que vêm pelo centro histórico da cidade retocando quase todos os momentos “efémeros”, do que é para nós o mais original evento urbano cultural realizado em Portugal e que tem ocorrido nos últimos quatro anos em Viseu, graças à criatividade, empenho e muito suor da sua autora SANDRA RODRIGUES.

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A reportagem termina com uma curiosa descrição da visita guiada por DALILA RODRIGUES ao Museu Grão Vasco, que só ela conhece assim.

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 São 6 páginas de uma revista com grande tiragem Do pouco que se lê vê-se muito.

Quem puder leia ou faça como nós: Recolha-a para memória.

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 porViseu

 

publicado por porviseu às 20:58
Quarta-feira, 18 DE Dezembro DE 2013

Carta de Amor a Viseu, por Jorge Marques

Minha querida Cidade de Viseu

 

Claro que foste o meu primeiro amor, eras como se eu vivesse numa ilha e tu fosses a única, espaço e tempo por igual. Mas em vez de te amar apenas, quis o destino que me apaixonasse por ti, aquela paixão que quase mata, aquela paixão cega que também quer transformar o outro para ser igual a nós e que num dia de zanga, num grito de revolta adolescente, acaba por nos libertar definitivamente…é verdade, um dia disseste-me que gostavas de ser como eras, que o nosso amor já não cabia naquela terra, que eu precisava ir para longe antes que te viesse a culpar ou odiar para sempre. Foi assim que nos separámos, eu queria-te diferente, tu querias-me diferente e tu ficaste e eu segui o meu caminho.

Mas minha querida cidade, foi com as tuas mulheres que eu aprendi quase tudo, tudo o que nunca mais esqueci, aquilo que de mais importante alimenta a nossa vida e nos faz crescer e ser gente.

 

                

 

 

Nasci nas mãos de uma parteira, aprendi a andar com a minha avó no jardim Thomaz Ribeiro, aprendi a falar na Cava do Viriato à trela da minha mãe, aprendi as primeiras letras com vistas para o Rio Pavia com uma professora, nessa escola, onde com 0it0 anos, tive também o meu primeiro amor. Mas o primeiro beijo à séria foi dado no Parque, tão à séria, que acabou interrompido pelo guarda do parque com a ameaça de chamar a polícia.

Aprendi quase tudo o que não esqueci com as mulheres da minha cidade, aprendi o português, o francês e o inglês, a geografia e a história, as ciências da natureza e sem ser da natureza. Nunca aprendi matemática porque o professor era um homem.

Aprendi o uso dos sentidos nas ruas da minha cidade, aprendi a ver e a olhar-te, aprendi o teu cheiro, um aroma de rosas e mimosas, aprendi o teu sabor nas tascas, adegas e quintas dos amigos, aprendi os teus sons e os teus silêncios, aprendi a tocar e a tocar-te, suaves gestos de um quase escultor das palavras.

Aprendi tudo, quase tudo, a amar, a chorar, a sofrer, a ter ciúmes, a desesperar, a rezar, a cantar…tudo minha querida, quase tudo aprendi com as tuas mulheres e em ti minha cidade.

Aprendi os caminhos andando pelas tuas ruas, nesse tempo ainda não havia rotundas e o Fernando Ruas era da minha idade e altura, nas ruas direitas e tortas, nas modernas ou mais antigas, nalgumas que até já mudaram de nome, uma delas tinha até a data do meu aniversário e eu achava que por isso era a minha rua…adorava as tuas esquinas, as encruzilhadas, o ver passar as meninas que vinham e dançavam como flores nas quatro direcções, tão formosas como o nome da rua.

Aprendi nos teus cafés que me faziam antever o meu amor pelos cafés de Paris…eu amava as tuas pedras, o teu granito, aquela energia que desprendias e que nos dava toda a força do mundo.

Eu amava os frios do teu inverno, naquele tempo nevava quase todos os anos…cidade branca de escolas fechadas, mas amava também o cheiro da primavera e as cores do outono…e do verão, os mergulhos nos rios Dão e Vouga, distantes na altura e agora tão perto, naquele tempo não havia piscina, fazia mal à pele, dizia o médico do nosso liceu que era amigo do Salazar, o Dr. Crespo. Foi num desses banhos de verão, que perdi a virgindade, culpa de umas francesas que estavam de passagem, eu sei, foi uma traição, deveria ter sido com uma das tuas mulheres.

Sabes porque te estou a contar tudo isto minha querida cidade, porque muito recentemente, num dia de missa de sétimo dia da minha mãe, eu andei sozinho a visitar-te, por todos os lugares das minhas memórias, nas tuas ruas, praças e monumentos…até que parei na Sé e entrei…e voltei a rezar, depois olhei o Museu Grão Vasco e lembrei-me dele, desse pintor…vocês sabem que ele secretamente pertencia a uma escola maior, chamavam-se os Fiéis do Amor, de que faziam parte Dante, Petrarca e Camões. E diziam eles que os que são pelo Amor são contra Roma…e lembrei-me deles, desses fiéis do amor, desses trovadores e de um não amor a Roma que também deu força a Viriato, o nosso Viriato da Cava.

E com Viriato, Grão Vasco…e tantos outros, de reis a senhores ou homens das galés, percebi porque éramos diferentes, porque as outras pessoas dos outros lugares nos achavam diferentes e não só pelo sotaque! Era porque tínhamos respirado desde a nascença um ar puro e frio, porque cultivávamos desde cedo uma amizade pura e livre, porque nascendo no alto víamos mais longe e da montanha nos cheirava a mar…e muitos partiram atrás desse cheiro que subia o Mondego e o Vouga…há hoje gente de Viriato por todo o Mundo, tenho-os encontrado…uns regressaram, regressarão, outros não…diferentes porque fomos tocados pela força da pedra do Viriato e com a sua espada armados cavaleiros, diferentes pela fidelidade ao amor do nosso Grão Vasco…

De repente, minha querida cidade, percebi que te amava, que nunca deixei de te amar, que foste o meu primeiro amor e provavelmente o último. E tu sabias isso desde o princípio, sabias quando me mandaste embora para os braços das outras cidades por onde andei, amei, vivi…tantas e tão longe essas cidades, tantas e tão violentas paixões. Tu sabias que para te amar eu tinha primeiro de ser livre, é na liberdade de te amar ou não que me prendes.   

Foi como uma peregrinação não preparada, simplesmente aconteceu, era um domingo de manhã, um domingo de outono deste Novembro cheio de sol. Parei tanta vez, para olhar pela primeira vez a fachada de algumas casas mais antigas, tu estavas linda minha querida, tinhas até ganho o prémio de ser a melhor cidade para viver, vinhas nos jornais e as televisões mostravam-te. Senti-te mais vaidosa, fazia-te falta essa vaidade, esse atrevimento, essa forma simples de seduzir quem te olha.

Minha querida cidade, sabes agora que te amo, mas ainda não é tempo de vivermos juntos, vamos ficar por mais algum tempo e quem sabe para sempre em casas separadas, o que não quer dizer separados, nunca mais isso vai acontecer, nem estarei tanto tempo sem te visitar.

Sabes, o amor nesta idade já se curou do ciúme…e eu até fico feliz por te sentir tão amada e por tanta gente…

Minha querida cidade, podia falar de tudo, mas estas não são ainda as minhas memórias, apenas uma simples carta de amor…

 

Recebe este abraço, este beijo e esta declaração de amor…e diz ao Eduardo que a leve e a plante num qualquer jardim…é…temos que inventar por lá O Jardim da Saudade…onde se possam um dia fazer serenatas e cantar as trovas doutro tempo…Grão Vasco foi Trovador…Augusto Hilário e os Tubarões também…e nós todos, mesmo em silêncio, cantamos o amor à nossa cidade…se for preciso invente-se uma letra para essa trova…para este país com falta de uma trova…e de um Viriato.

Com todo o amor deste teu cidadão e amante…anónimo

 

No Zambeze, ao dia 20 de Novembro de 2013

 

Fotos: Arquivo da Foto Germano

 

 

publicado por porviseu às 19:07
Sábado, 04 DE Maio DE 2013

SARAU da MOCIDADE PORTUGUESA, 1964 (II)

Viseu, 30 de Novembro de 1964.

A propósito do último post recebemos algumas informações curiosas e até fotos que publicamos por darem um retrato ainda mais real dos Saraus da Mocidade Portuguesa e também por podermos recordar alguns dos colegas participantes.

 

 
Na foto podemos ver em primeiro plano e a apresentar o Sarau o Jorge Gonçalves que após o Liceu tirou o curso de Engenharia, enveredou por uma carreira no sector bancário ligada à construção atingindo o topo na Administração de duas entidades bancárias. Por trás o Coro de Canto Coral do Liceu. Na última fila poderemos ver o Cristiano Kruss Gomes de capa e batina com laço, de saudosa memória, e ao seu lado esquerdo o nosso colega Neto, de quem não temos notícias.
 
 
Nesta 2ª foto vemos o grupo de Jograis dos Finalistas de 1964/65 onde poderemos ver de novo o Jorge Gonçalves (centro) e o Raul Junqueiro (o 3º a contar da direita) que após o seu curso de Direito em Coimbra fez uma brilhante carreira nas Telecomunicações Portuguesas que muito dinamizou, além das nossas bonitas colegas cujos nomes não divulgamos por não estarmos autorizados.
 
 Representação da peça " 11 de Infantaria na Batalha do Bussaco ".
 

Este Sarau foi deveras importante pois, como comentou anteriormente o JOAQUIM ALEXANDRE RODRIGUES, além de ter sido uma das primeiras manifestações do R&R em Viseu mostrou alguns rostos que vieram mais tarde a prestigiar a nossa cidade.

 
publicado por porviseu às 17:59
Quarta-feira, 01 DE Maio DE 2013

SARAU da MOCIDADE PORTUGUESA, 1964

 

 

Esta fotografia retrata uma cena do Sarau da Mocidade Portuguesa no dia 30 de Novembro de 1964.

 

Ao tempo a Mocidade Portuguesa - uma Organização Nacional que pretendia abranger toda a juventude “ atribuia-se, como fins, estimular o desenvolvimento integral da sua capacidade física, a formação do carácter e a devoção à Pátria, no sentimento da ordem, no gosto da disciplina, no culto dos deveres morais, cívicos e militares”. Era de frequência obrigatória para todos os alunos do ensino oficial. O seu dia grande era o 1º Dezembro com desfiles militares pela cidade. Na véspera, a 30 de Novembro, realizava-se um Sarau que reunia os alunos do Liceu Nacional de Viseu, hoje Escola Secundária Alves Martins e os alunos da Escola Comercial e Industrial de Viseu, hoje Escola Secundária Emídio Navarro. Era um Sarau cultural com récitas, coros, Teatro e algumas variedades, realizava-se no Ginásio do Liceu, espaço que se prestava para este género de espectáculos, além dos desportivos e da sua prática, formando uma plateia com um corredor a meio e dois laterais e uma galeria em anfiteatro que cobria a zona da entrada no Ginásio, frontal ao Palco.

 

Após a avalanche da música italiana e francesa, davam-se em Viseu os primeiros passos da Pop Music anglo saxónica com Cliff Richard e The Shadows na liderança, ouvia-se muito o Elvis, Pat Boone, Trini Lopez, despontava o Otis Redding e chegavam os primeiros acordes dos Beatles e outros conjuntos europeus. E apareceram as primeiras tentativas POP em Viseu materializadas nos conjuntos Os Tubarões e Os Corsários.

 

Na foto podemos ver (e-d) Luis Dutra (viola baixo dos Tubarões), Carlos Assunção (viola ritmo dos Corsários), Quim Guimarães (viola solo dos Diamantes) e Eduardo Pinto (baterista dos Tubarões) a interpretarem o ROUND and ROUND êxito dos The SHADOWS que muitos conjuntos usavam como música de abertura

Note-se que o Luis Dutra tenta fazer o baixo tocando numa viola eléctrica normal de 6 cordas. Trata-se de uma viola Egmond comprada na Casa Ruvina(Porto) por 1.500$00 (os Tubarões); O Carlos Assunção toca com uma Hofner dos Tubarões e o Quim Guimarães toca numa viola EKO com 4 microfones, muito popular na época e com muito bons agudos, propriedade do Carlos Assunção.

                             
     EGMOND                                             HOFNER                                             EKO
 
O sistema de som era fornecido pelo Sr. Carlos da óptica Órbita, da Rua da Vitória mesmo em frente ao Café Vitória. O Sr. Carlos tinha a paixão pelas actividades sonoras e, para além da sua excelência como técnico de óptica, dedicava-se a fazer o som da Feira de S. Mateus e dos variados eventos que precisavam de amplificação. No Palco podem ver-se duas colunas de som mas não se vê nenhum amplificador pois este, um Geloso a válvulas, que tanto aquecia que se dizia poder estrelar ovos, estava fora de cena do lado esquerdo. Os cabos das violas eram muito curtos obrigando os três violas a ficarem todos juntos em cena do lado esquerdo do palco. A ligação das violas ao amplificador era feita através de uma ficha especial redonda com 5 pinos que dava cabo da cabeça a todos os músicos obrigando-os a andar com o ferro de soldar sempre à mão.
                                                        Amplificador Geloso
 
Ainda na foto, entre o Quim Guimarães e a bateria está um microfone que serviu para o José Merino, vocalista de Os Tubarões, entrar e encantar com a sua interpretação da música MY BONNIE êxito do TONY SHERIDAN. que o Zé tanto gostava de cantar, e à qual se seguiram outras interpretações como o YA YA   um dos primeiros êxitos dos Beatles.
O Sarau foi brilhantemente apresentado pelo nosso colega de Liceu Jorge Gonçalves que, apesar do seu perfeccionismo militante, veio a atingir o maior sucesso noutros Palcos.

 

 porep

 

P.S: Agradecemos a colaboração de Aires de Matos, Carlos Assunção, Luis Cunha Matos e Fernando Correia.

 

publicado por porviseu às 01:52
Terça-feira, 07 DE Agosto DE 2012

Museu do QUARTZO

  

Centro de Interpretação Galopim de Carvalho

 


O Monte de Santa Luzia continua a ser um dos melhores miradouros de Viseu e, por este motivo, sempre foi um dos mais visitados. E só pela vista já vale a pena lá ir.

 

Santa Luzia é um pequeno monte com mais de cem metros graças à resistência do enorme filão de quartzo que o suporta e que se instalou no meio do granito. A normal erosão foi gastando o granito ficando o quartzo em relevo por ser bastante mais duro.  

Acontece que nos anos 60’s o filão de quartzo começou a ser explorado pela “Companhia Portuguesa de Fornos Eléctricos” de Canas de Senhorim (de 1961 a 1986). Foram 25 anos de exploração do minério que abriram um enorme rasgão no verde da paisagem do monte. Como é a má prática habitual nestas circunstâncias nasceu uma enorme pedreira que foi abandonada.

 


A Pedreira.

    

 Imagens da pedreira que ladeia o museu.


E assim ficou até Maio do corrente ano quando foi inaugurado o moderno, útil, atraente e único Museu do Quartzo.

 

Desde 1995 idealizado pelo Professor Geólogo Galopim de Carvalho o projecto de edificação foi desenvolvido pelo corpo técnico do Museu Nacional de História Natural e inaugurado em Maio passado.

Com uma fortíssima vertente interactiva o visitante pode ir descobrindo o planeta, pode verificar características do quartzo, experimentar e visualizar inúmeros exemplares de várias qualidades do minério.

 

O edifício tem dois pisos. No piso 0 tem a Exposição Permanente, um Auditório (+-90 lugares), Sala de Estudo e Biblioteca.

 

No piso 1 uma área de Exposições temporárias, vários ambientes de Experimentação Pedagógica devidamente equipados e o cantinho “Rochas, Rochinhas, Minerais e Miúdos” para os mais pequeninos.

 

Vale a pena passar por lá, mesmo ao fim de semana pois o Museu encerra às 2ªsfeiras.

 


 Piso 0

     

 Piso 0: 1-O Monte e o Filão; 2-Terra fonte de Quartzo; 3-O Reino do Quartzo; 4-A propriedades dos minerais; 5- Cristais de Quartzo; 6-Aplicações

 


  

Viseu está uma vez mais de parabéns e não é por acaso que é a melhor cidade para viver.

 

Parabéns Viseenses !

 


        

 

Museu do Quartzo - Centro de Interpretação Galopim de Carvalho
Monte de Santa Luzia, 3515 Viseu

 

Horário: Terça a Domingo 10h-12h e 14h-17h; Encerra Segunda e Feriados
Contactos: 232 450 163 ; museudoquartzo@cmviseu.pt

 

Coordenadas Geográficas
40°41'48.51"N
7°55'16.30"W

 

 

porep

 

 

 

 

publicado por porviseu às 21:51
Domingo, 22 DE Julho DE 2012

Jardins Efémeros

Uma ideia criativa e funcional. Jardins Efémeros Um sucesso.

 

Imaginem transformar a Praça D.Duarte e o Largo Pintor Gata (Praça da Erva) numa área livre para convívio cultural e lúdico, envolvendo algumas lojas dos comerciantes locais e com os mais variados tipos de animação: Artes Visuais, Gastronomia, Ideias, Jardins, Livros, Mercados, Música, Oficinas e Teatro.


 

 


    Com um horário variado entre as 10H00 até às tantas, consoante os dias, entre 3ªfeira 17/7 e domingo 22/7 a cidade aderiu a inúmeras iniciativas baseadas em ideias simples mas muito apelativas.

Viam-se jardins por todo o lado, o D.Duarte emoldurado pelo verde das plantas e outras esculturas em sitios inesperados, oferta gastronómica diversificada, espectáculos em palco, um ciclo de cinema ao ar livre e exposições em lojas tradicionais como pintura numa funerária.


   


  

    


  

  


Realizaram-se interessantes Oficinas sobre os mais variados temas, da culinária ao artesanato, cinema e espectáculos de música e teatro e encontrámos público de todas as idades surpreendendo-nos os inúmeros casais novos com bébés.

 

Com as fantásticas noites de Verão da semana, todos os espaços estiveram muito animados com público vadiando pelos interessantes bares da zona e visitando os inúmeros pontos de interesse como a Casa do Tempo (esta casa na esquina da Praça D.Duarte com a Rua do Adro chamava-se antigamente a Casa das Estagiárias pois era habitada por raparigas que frequentavam o Magistério Primário) com exposições das belas artes e uma vista única do seu varandim no último piso.


  

 


Os nossos parabéns à Organização, especialmente a Sandra Oliveira pela ideia original e Realização conseguindo agregar em parceria múltiplas instituições da cidade.

 

 

 porep

publicado por porviseu às 23:20
Domingo, 15 DE Julho DE 2012

TÍLIAS 2012

VISEU é a cidade das tílias e o Rossio o seu berço.

Neste mês de Julho não percam um passeio pelo Rossio. 

 


 

 

 


 

O perfume das tílias é sedutor. Apetece andar no Rossio à sombra de tão frondosas tílias e sentir aquele aroma que quase inebria.

 

As tílias do Rossio tem merecido uma atenção especial sendo tratadas por especialistas que as podam com regularidade de modo a que continuem viçosas e propiciem a beleza, os aromas e as sombras tão úteis quanto apreciadas por todos os que por ali passam. 

 



  

 


 

Além do tão apreciado chá a madeira da árvore da tília, pela sua leveza e outras características especiais, é utilizada no fabrico de instrumentos musicais como algumas das violas da marca FENDER bem como na construção de baterias de percussão.

 

Vale a pena ir agora a Viseu saborear o aroma das tílias do Rossio.

 

porep

 

 

 

publicado por porviseu às 18:11
Quarta-feira, 11 DE Julho DE 2012

VISEU a melhor cidade para viver !

 

 

 

 

Com a devida vénia transcrevemos do site da DECO.Proteste.pt . VISEU a 1ª em Portugal e a 10ª entre 124. 

  

" Qualidade de vida em 124 cidades de 5 países

Junho de 2012

 

Bruges, na Bélgica, é  a melhor cidade para viver, enquanto Salvador, no Brasil, é a pior. Em  Portugal, Viseu está em primeiro lugar e Setúbal em último.

 

Entre setembro e novembro de 2011, enviámos um questionário  a uma amostra representativa da população de cada capital de distrito de  Portugal continental. Incluímos ainda Funchal, Angra do Heroísmo e Ponta  Delgada, das regiões autónomas da Madeira e dos Açores. A mesma investigação foi  feita pelas associações de consumidores de Espanha, Itália, Bélgica e Brasil.  Encontra aqui os resultados obtidos.

Para os vários critérios analisados, indicamos a  avaliação dada pelos inquiridos, com o máximo de 100. Ao colocar o cursor no  critério em causa, encontra as cidades que se destacaram pela positiva e pela  negativa, na comparação nacional e na internacional."

 

QUALIDADE DE VIDA NAS CIDADES 
     Índice qualidade  Classificação
           de vida  internacional 
  Viseu            64      10
  Funchal            61      16
  Angra do Heroísmo            60      21
  Castelo Branco            60      20
  Ponta Delgada            58      27
  Bragança            58      31
  Viana do Castelo            57      33
  Leiria            56      39
  Vila Real            56      38
  Coimbra            56      41
  Aveiro            56      45
  Braga            54      50
  Santarém            54      52
  Faro            52      65
  Guarda            52      66
  Beja            51      68
  Porto            51      69
  Évora            51      71
  Portalegre            50      75
  Lisboa            48      82
  Setúbal            46

     98

 

 

publicado por porviseu às 08:27
Domingo, 08 DE Julho DE 2012

prove dão lafões 2012

 

Excelente iniciativa. Provámos e gostámos!

 

Mesmo no Adro da Sé, na zona do U formado pelo Museu Grão Vasco, Sé e Varanda dos Cónegos, foram montadas 3 tendas interligadas a 1a das quais paralela à Sé delimitando a zona do adro, ligada a uma 2ª tenda encostada à Varanda dos Cónegos e uma 3ª a fechar o U , parelela e quase encostada à Sé até às escadinhas de acesso a esta. O U formado pelas tendas tinha a sua "boca" virada para o Museu Grão Vasco.

 

Na 1ª tenda várias bancadas com a venda de produtos de toda a zona Dão Lafões destacando-se os Vinhos, os enchidos, compotas e outros produtos regionais como o Mirtilo.

Na 2ª tenda vários espaços de Restauração com ementas variadas dos pratos regionais e mesas para as pessoas se sentarem continuando este espaço pela 3ª tenda. A 2ª tenda abria para o cruzeiro da Sé onde, ao ar livre, havia mesas, sofás e cadeiras para um momento de relaxe ou degustação.

 

Este evento teve boa cobertura dos média com uma reportagem em directo na TSF e apontamentos informativos nas tv's.

 

Provámos e gostámos do formato do evento o qual, a nosso ver deve ser repetido.

 

Em Viseu, 6,7 e 8 de Julho, mesmo no Adro da Sé.

 

porep

 

 

 

publicado por porviseu às 19:49
Sábado, 07 DE Julho DE 2012

Músicos de Viseu - ULISSES SACRAMENTO

Orfeão de Viseu

 

  Nas décadas de 1950/60 o Orfeão de Viseu tinha uma grande actividade cultural promovendo o Canto, Teatro, Poesia e Variedades.

  Eram famosos os concertos dados pelo Orfeão de Viseu que se deslocava a várias localidade das regiões Centro e Norte do País.

  


Teatro no Orfeão de Viseu, 1950.

  Ulisses Sacramento, viseense de gema, iniciou as suas lides artísticas no Orfeão de Viseu na representação teatral e também no canto, actividade ao tempo orientada pelo Maestro Mário Costa. Ulisses Sacramento salientava-se quer na representação quer no canto e, com o seu grande à vontade, contagiava com a sua boa disposição e laracha todos os que o rodeavam.

  

Os Companheiros da Alegria

 

  Em 1951 a organização da Volta a Portugal desafia Igrejas Caeiro a organizar um espectáculo em cada localidade onde a Volta a Portugal chegava. Igrejas Caeiro aceitou o desafio e iniciou um projecto cultural de cariz popular muito inovador com o nome de “Os Companheiros da Alegria”.

  Começou por ser um espectáculo de variedades de música ligeira com variados concursos que em cada um dos espectáculos procuravam envolver os
locais tornando o espectáculo interactivo. E em simultâneo com o espectáculo Igrejas Caeiro lançou também um programa diário de rádio transmitido pelo Rádio Clube Português.

  “Os Companheiros da Alegria” tiveram um grande sucesso e formaram-se enquanto Companhia de Teatro, que mesmo após a Volta a Portugal, não parava com


Ulisses Sacramento, 1951.

 


Os Companheiros da Alegria, 1953.

os espectáculos por todo o País.

  Um grande sucesso nacional que com o passar do tempo enriqueceu o seu formato de espectáculo com a inclusão de rubricas de Teatro, Revista e Opereta, atraindo também os maiores nomes artísticos nacionais da época.

  Os espectáculos integravam variados tipos de concursos, alguns dos quais destinados a descobrir novos Artistas como “Tem um minuto para mostrar o que vale”. Na primeira vez que a Volta passou por Viseu com “Os Companheiros da Alegria”, Ulisses Sacramento foi desafiado por amigos a ir até ao Avenida Teatro assistir e participar nesse concurso. E a sua prestação foi tão eloquente que foi contratado por Igrejas Caeiro para integrar de imediato o elenco dos “Companheiros da Alegria”.

  Ulisses Fernando, seu novo nome artístico, iniciou assim uma carreira profissional nos Companheiros da Alegria com a sua primeira actuação oficial no Cine Teatro da Guarda. Com a sua voz romântica de timbre muito harmonioso e bonito especializou-se na chansonnette francesa, tipo de música que dominava os êxitos da época, com grandes nomes do Musicall Francês como Edith Piaf, Maurice Chevalier, Charles Trenet, Gilbert Bécaud, entre outros.

  E foram vários os sucessos interpretados por Ulisses Fernando como Bell Ami, Douce France, Bolero, Mademoiselle de Paris e Pigalle.

 

Ulisses Fernando (Sacramento) com Igrejas Caeiro e outros Artistas dos Companheiros da Alegria.

 

  Ulisses Fernando Sacramento fez a sua carreira profissional como elemento efectivo dos Companheiros da Alegria onde fez Teatro, Revista e Opereta, cantou e encantou com as suas interpretações e ouviu muitos aplausos dos quais o que mais o marcaram foi uma das suas actuações no S.Luis onde foi ovacionado de pé por todo o público.

 

  Em 1954 Igrejas Caeiro instala “Os Companheiros da Alegria” no Teatro da Trindade em Lisboa.

  Com todos os espectáculos esgotados recebe uma nota da Inspecção Geral dos Espectáculos proibindo a continuação da sua actividade teatral. Segundo informações da época este facto deveu-se a uma entrevista de Igrejas Caeiro em que este Artista afirmava que “Nehru era o maior estadista daquela geração”.

  Vivia-se em pleno a época salazarista e uma declaração destas era perturbadora para um regime que apreciava pouco tanto sucesso não controlável daquele grupo independente. E assim aproveitou este facto para encerrar as actividades da Companhia levando todos os seus Artistas para o desemprego. Ulisses Fernando foi assim apanhado nesta proibição que também o impediu de ir cumprir um excelente contrato para uma digressão acordada para Angola.

 

  Ulisses Fernando regressou de novo a Viseu onde acabou por integrar como vocalista a Orquestra Cine Jazz dirigida pela Maestro Mário Costa vivendo alguns momentos de glória uma vez que além de cantor era um grande entertainer e apresentador que animava todas as festas da Região.

 

 

Actuação da Orquestra Cine Jazz com Mário Costa ao piano, Ulisses Sacramento vocalista, Carlinhos da Sé na bateria, António Correia no violino, Chaves no saxofone e Manuel Pires no rabecão.

Ulisses Sacramento em palco.

  Ulisses Fernando Sacramento, Artista ilustre de Viseu, tem hoje 89 anos e vive na sua cidade mais longe do nosso Rossio de que tanto gosta e do qual tem muitas saudades.

porep com a devida vénia de porViseu!

 

Com a colaboração de Teresa Merino e Celso Albergaria;

Apoio: FOTO GERMANO

publicado por porviseu às 02:46

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